segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A mudança...

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir."
Séneca

É necessário, em primeiro lugar, reconhecer de onde vimos para que possamos definir para onde vamos. Não basta sabermos qual a nossa origem mas também aceitar o nosso passado, compreender o presente para, então, içar a vela no momento em que percebemos que o vento é favorável ao futuro por que perspectivamos.

A Vida ofer
ece-nos possibilidades, mas somos sempre nós que decidimos sobre elas. Uma vida sem escolhas resume-se a uma vida perdida em vão.

O que significa decidir?
Significa mudar, conhecer, explorar, arriscar, a possibilidade de Viver.

Viver não significa
apropriarmo-nos de coisas ou coleccionarmos situações de vida, que vulgarmente são tão desejadas pelos demais (como é o caso de fazer uma viagem ou ter condição financeira para pagarmos por qualquer serviço ou produto).

Em vez disso, Viver significa saborear os momentos: sejam ele a viagem por que tanto sonhamos, a fotografia do pôr-do-sol sobre o mar, uma paisagem, uma flor, um odor, um livro, uma música, um beijo, um olhar, um abraço, um sorriso, uma gargalhada, a inocência de uma criança... Tudo de simples que nos rodeia e que nos confere um sentimento de bem-estar interior quando lhes prestamos maior atenção. Então, porque é que nem sempre lhes damos a sua efectiva importância? Porque requer uma mudança!

Quem Vive em plenitude é aquele que consegue decompor a experiência, o momento e o contexto nos seus elementos mais simples: as sensações e os actos por que essas sensações são expressas.

Para o conseguir ter-se-á de optar pela mudança. Mudança essa que é interna a cada um de nós e que consiste na mudança de perspectiva e na capacidade de colocarmos as coisas em perspectiva, tendo em conta os elementos que compõem cada momento da nossa Vida.

Não será certamente fácil, pois a mudança coloca-nos num limiar de desconforto, com o qual até poderíamos ter evitado, mas dessa forma também estariamos a evitar Viver e no final, quando analisarmos o nosso trajecto, em vez de o sentirmos como uma VIDA preenchida e realizada, recordamo-la como um momento desperdiçado.

A mudança aconteceu.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O Significado...

Aconselhou-me em tempos o filme... tinha eu uns 22 anos. Para ser franca nada de novo me trouxera na altura. Não dei grande importância... e ainda bem. A indicação sobreviveu na minha memória. Há uns meses comprei o filme e mantive-o na prateleira a aguardar pelo momento (ou teria sido a adiá-lo? Penso que não... Tudo tem o seu porquê). Hoje, precisamente hoje, a mensagem foi-me entregue. Aqui vai:

A Vida deve ser vivida, saboreada a cada minuto com o espírito inocente e os olhos de esperança que outrora, enquanto crianças, tivemos, mas com o passar dos anos tendemos a perdê-lo involuntariamente. Digo involuntariamente porque não acredito que alguém deseje perder essa visão sobre a Vida mas, indubitavelmente, não a alimentamos de forma voluntária e essa visão acaba por carecer de alguns cuidados e... desvanece.

Algumas pessoas procuram alimentar essa visão por si mesmas, outras fezem-no por outros.

No filme "A Vida é Bela" de Roberto Benigni, o personagem Guido (excepcionalmente representado pelo próprio, Roberto Benigni) demonstra bem sobre aquilo a que me refiro.

Para quem ainda não viu o filme e esteja interessado em vê-lo, aconselho apenas que leia o resto do texto após o terem visto.

Guido procurou manter sempre uma postura positiva perante a Vida e com ela conquistava aqueles que o conheciam, nomeadamente a mulher por quem se apaixonou e com quem constituiu família. Perante as maiores dificuldades e adversidades que possam imaginar, que um pai e filho Judeu possam ter passado num Campo de Concentração, durante a II Guerra Mundial, este pai recria um cenário de fantasia para que o seu filho não perdesse a sua "visão" e continuasse a acreditar e a lutar pelo seu sonho e a Vida.

Obrigada pelo 1º prémio que me reservaste: o Significado da Vida. O resto terá de ser comigo... Obrigada pai.

Em vez de desejar por ter tido mais oportunidades de aprendizagem, desejo fazer uso das que me fizeste conquistar.